Pongal

Om Namo Bhagavate Sri Ramanaya

Pongal

 

O Ashram deseja a você e seus entes queridos um felicíssimo Pongal!

 

“Ó, Amor na forma de Arunachala! Agora que, pela Tua Graça, Tu me Reclamaste para Ti, o que me acontecerá a não ser que Tu Te manifestes para mim; e ansiando avidamente por Ti e molestado pela escuridão do mundo, estou eu perdido? (Como) pode o lótus florescer sem ver o sol? Tu és o Sol dos sóis; Tu fazes a Graça brotar em abundância e jorrar como um riacho!” Sri Ramana Maharshi, em Arunachala Pathikam.

Hoje é o Pongal, conhecido como Makara Sankranti em muitas partes da Índia. É o festival de colheita do inverno, celebrado em todo o país. Em tâmil, Pongal significa ebulição ou transbordamento, como o leite fervendo ou, na linguagem de Ramana Maharshi no Arunachala Pathikam, “a Graça que brota em abundância e jorra”. O dia marca o início da jornada de seis meses do Sol na direção do Norte, ou Uttarayanam. O novo mês tâmil de Thai traz esperança e luz após as longas noites invernais do Margazhi. A alegria no coração se expande, transpondo todas as limitações e fazendo as pessoas dizerem “Pongal, ó, Pongal”, extasiadas.

O Ashram prepara-se para o festival do Pongal de uma maneira diferente. Nos últimos trinta dias, oferecemos orações antes do amanhecer, das 4h30 às 6h30. Talvez o propósito das orações seja enfatizar o fato de que o bom Senhor Arunachala está conosco, mesmo durante os momentos mais sombrios das nossas vidas, guiando-nos para a luz e para a abundância.

Após as orações, comemos ven pongal (arroz temperado e dhal) como prasad durante cada amanhecer dos últimos trinta dias. Enquanto os visitantes se enfileiravam para receber o pongal, as senhoras do prasad começavam a cantar com espontaneidade e entusiasmo versos do Upadesa Saram ou do Linga Ashtkam, aprofundando a calma do amanhecer. Rajamani, da livraria, e Ramesh, da biblioteca, podem ser vistos cantando “Arunachala Shiva” enquanto enchem os recipientes ecológicos feitos de donnai (folhas) com o ven pongal quente.

O país inteiro é tomado pela atmosfera festiva. As estradas ficam cheias de caminhões imensos sobrecarregados de cana-de-açúcar, que abunda como as árvores durante o Natal no Ocidente. Por toda parte, amigos e famílias se reúnem para desejar os melhores votos uns para os outros. O devoto visita os templos para agradecer a chegada do período de luz. Toda a natureza parece dizer, “Não tema; nosso protetor, o Senhor Arunachala, reina supremo aqui”.